RESENHAS / POR JEFFEH

Resenha do álbum "American Idiot".

Certas bandas são estigmatizadas, e o Green Day é uma delas. Os punks não gostam do som porque é muito pop, os fãs de rock não curtem porque acham muito alegre e infantil, e os headbangers não ouvem porque não têm peito para admitir para os seus amigos que gostam de uma banda punk. Todo este preconceito transformou o Green Day, que já está na estrada há mais de dez anos, em uma banda subestimada, o que é uma pena, pois muita gente vai deixar de ouvir o álbum "American Idiot" justamente por isso.

Blog de greendaystuckwithme : GREEN DAY STUCK WITH ME!, Resenha do álbum "American Idiot".

A história do rock está repleta de álbuns conceituais antológicos, que redefiniram a carreira de seus autores e influenciaram gerações inteiras. Os Beatles fizeram isso com "Sgt Peppers", o Who também com "Tommy", e os anos setenta não seriam os mesmos sem "Dark Side Of The Moon" e "The Wall" do Pink Floyd. Exemplos não faltam. Neste sentido, "American Idiot" representa para a carreira do Green Day um amadurecimento musical e um reconhecimento da crítica inéditos, equivalentes ao impacto que "Achtung Baby" e "London Calling" tiveram nas carreiras do U2 e do Clash, respectivamente.
É como se a gangue de Billie Joe Armstrong tirasse tudo de cima da mesa e resolvesse mostrar que é capaz de fazer muito mais do que músicas como "Basket Case" e "She". Da abertura com a faixa título ao encerramento com "Whatsername", o que se ouve é uma sucessão de canções acima da média, como se as caixas de som cuspissem junto com as notas musicais gritos como "somos nós mesmos", "estamos aqui" e "a gente falou que sabia fazer".

"American Idiot", a música, é também o primeiro single do álbum e é uma porrada que mistura tudo o que o grupo fez antes para entregar um rock contagiante e cheio de energia. O destaque vai também para a letra altamente irônica e politizada, que joga na cara da juventude inerte americana uma cobrança direta sobre o seu papel na América de Bush. O clipe desta canção também é sensacional, e ganha facilmente como o melhor vídeo já produzido pelo Green Day.

Entrando de sola, os mais de nove minutos de "Jesus Of Suburbia" são um deleite para os ouvidos. Em uma faixa que mereceria o rótulo infame de 'prog punk', a banda ousa como nunca ousou antes em sua carreira. No melhor estilo dos grandes dinossauros progressivos, a faixa é dividida em cinco partes ("Jesus Of Suburbia", "City Of The Damned", "I Don't Care", "Dearly Beloved" e "Tales Of Another Broken Home") onde Billie Joe e sua turma passam pelos diversos estilos que fizeram a fama da banda, indo do pop punk a momentos mais lentos. Um tapa na cara dos críticos do grupo, "Jesus Of Suburbia" mostra todo o poder de fogo do trio e deixa bem claro que o Green Day não está para brincadeira.

"Holiday" é outra música fortíssima, e quem viu a apresentação da banda em Berlim durante o Live 8 viu isso claramente, com milhares de alemães pulando ensandecidos enquanto o grupo tocava alucinadamente no palco.

Tirando o pé do acelerador, a banda nos entrega a bela "Boulevard Of Broken Dreams", com ecos do pop inglês dos anos noventa, principalmente de grupos como Blur e Oasis. Aliás, a voz de Billie Joe nesta faixa em alguns momentos soa como se o próprio Damon Albarn tivesse cansado de tentar soar moderninho e descolado com o Blur e o Gorillaz, chutasse o balde e voltasse para as suas origens, quando tocava rock sem compromisso na garagem da sua casa.

Como todo álbum conceitual que se preze, "American Idiot" também tem a sua canção épica. "Are We The Waiting" é uma bela balada, com um refrão poderoso, feito sob medida para ser cantado a plenos pulmões por estádios lotados. Um dos grandes destaques do álbum.

O Green Day 'old school' não foi esquecido, e os fãs de longa data vão adorar canções como "St Jimmy", "She's A Rebel" e principalmente "Letterbomb", onde a banda brinca com o seu passado, aprimorando a fórmula que os levou a conquistar o posto de maior banda punk da década de noventa.

Com um começo surpreendentemente calmo, a belíssima "Give Me Novacaine" é outra grande canção de "American Idiot", com Billie Joe mostrando que sabe cantar, em uma faixa que teria tudo para se transformar em um enorme hit nas rádios se os programadores das emissoras tivessem vontade própria e não tocassem apenas o que as gravadoras exigem. "Wake Me Up When September Ends" vai na mesma linha e mergulha ainda mais na melancolia, crescendo aos poucos e se transformando em uma das faixas mais fortes do CD.

Voltando às influências da terra da rainha, "Extraordinary Girl" é Beatles versão anos 90, em um rock simples e direto, assim como a cadenciada "Whatsername", que fecha o álbum.

Mas antes o Green Day nos entrega mais uma porrada na cara em "Homecoming ", a faixa mais longa do CD. Novamente dividida em partes ("The Death Of St Jimmy", "East 12th St", "Nobody Likes You", "Rock And Roll Girlfriend" e "We're Coming Home Again"), leva o clima de ópera rock do álbum para a casa do fã, já que é praticamente impossível não se sentir no meio do show enquanto a banda vai executando a música.

É difícil dizer para onde o Green Day levará o seu som depois de "American Idiot", mas uma coisa é certa: o grupo das canções alegres ficou no passado. O que temos agora é uma banda altamente politizada, que chama para si o posto de maior grupo punk do planeta e cutuca com espadas extremamente afiadas as diversas feridas abertas pela Era Bush nos Estados Unidos. Ao lado do Audioslave, o Green Day é a única banda sem medo de expor a hipocrisia e a paranóia americana, em um país dominado por um presidente burro, conservador e demagogo, uma figura limitadíssima que só chegou ao poder pela influência e jogos de poder tramados pelos grupos que a sua família representa há décadas (incluindo-se no mesmo saco gigantescas companhias petrolíferas e fanáticos religiosos como a família Bin Laden, tradicional 'aliada' dos Bush). Ao invés de se envolver apenas em iniciativas que garantem uma mega exposição na mídia, como o recente Live 8, o Green Day trilha também o caminho mais difícil ao se posicionar claramente contra o regime conservador e alarmista de George W. Bush, em uma atitude digna de aplausos e que deveria servir de exemplo para muitos artistas. Se o rock é o reflexo da juventude e pode mudar o mundo, que este poder seja usado e não se transforme apenas em mais um slogan vazio.

A arte de todo o álbum também merece destaque, principalmente a bela capa que adiciona 'pop art' à mistura do trio, dando ainda mais força ao conceito de "American Idiot".

É muito difícil que o mundo mude movido por um álbum de rock. Isso nunca aconteceu, e provavelmente demorará muito para ocorrer. Mas, daqui há dez, quinze anos, quando a gente olhar para trás, "American Idiot" estará em todas as listas de álbuns mais politizados e irados do rock and roll, ao lado de clássicos como "Sandinista" do Clash e "War" do U2. Isso já bastaria para que todo e qualquer fã tivesse uma cópia em sua casa, em lugar de destaque em sua estante, mas além da fortíssima mensagem anti-Bush o Green Day nos entregou um disco único, com canções excelentes, e que está há anos luz de tudo o que o grupo produziu antes.

Créditos: Jeffeh

quarta 14 setembro 2011 11:52 , em RESENHAS / POR JEFFEH


Resenha do show do Green Day no Rio de Janeiro

A espera de 12 anos do público carioca pelo retorno do Green Day ao Rio de Janeiro (a primeira e única passagem da banda em solo brasileiro havia acontecido em 1998 durante a turnê do álbum "Nimrod") parece ter valido a pena. As cerca de 14 mil pessoas que estiveram presentes na HSBC Arena, no dia 15/10/10, foram à loucura com uma performance intensa de música, pirotecnia e interatividade por parte do trio californiano.

Pouco antes da apresentação do Green Day ter início, um coelho rosa surgiu no palco ao som de Y.M.C.A., do Village People, para entreter a platéia. Naquele exato momento ficou claro que a noite seria, no mínimo, divertida. E às 22h35, pouco mais de meia hora depois do horário previsto para o começo do show, o jovem público da noite (chamou a atenção a grande quantidade de crianças e pré-adolescentes no local) entrou em frenesi com a introdução de "Song of the Century". Era o anúncio de que o Green Day estava entrando em cena para enlouquecer o público do Rio de Janeiro pelas próximas três horas.
"Boa noite, Rio, vocês estão prontos? O Green Day está de volta depois de longos 12 anos", disse o vocalista Billie Joe, entusiasmado. Com uma energia e simpatia hipnotizante, Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Cool, acompanhados de outros três músicos de apoio: Jason White e Jeff Matika (guitarras) e Jason Freese (teclados), dominaram inteiramente a platéia. Não havia quem ficasse parado na empolgante sequência com "21st Century Breakdown" e "Know your Enemy".

Na música seguinte, "East Jesus Nowhere", um voluntário mirim foi convidado a subir ao palco, interagiu com Billie Joe e depois pulou em direção à multidão, no que provavelmente deve ter sido o primeiro mosh de sua vida. Muitos outros fãs foram também chamados para subir ao palco durante a apresentação. Em "2000 Light Years Away", dez pessoas fizeram uma verdadeira zona em cima do palco tirando dezenas de fotos e agarrando os integrantes. Alguns foram mais sortudos como a fã que foi convidada ao palco durante a execução de "Are we the Waiting" e ganhou um longo beijo na boca de Billie Joe (no melhor estilo Bono Vox do U2), e o rapaz que cantou "Longview" e recebeu de presente a guitarra do vocalista, das mãos do próprio Billie. Mas, ao que tudo indica, as pessoas que foram convidadas ao palco foram pré-selecionadas, já que um fã mais saidinho ao tentar pular a grade da pista premium levou uma gravata violenta de um segurança e saiu pelo backstage.

A apresentação do Green Day também contou com uma série de covers de clássicos, que parecia uma rápida aula de rock para a geração mais nova. A imagem de uma menina de aproximadamente 13 anos desesperada para saber de quem era a música quando o Green Day executava "Rock and Roll" do Led Zeppelin ilustra bem o fato. Os mais velhos se animaram com os hits de Black Sabbath, AC/DC, Rolling Stones, The Doors e Beatles. Em "Blitzkrieg Bop, dos Ramones, vocalista e baterista trocaram as bolas e Tré Cool assumiu os vocais enquanto Billie Joe foi tocar bateria.

E depois de muitas explosões, fogos de artifício, jatos de água no público, lança-rolos de papel higiênico, armas de disparar camisetas e fantasias, o Green Day deu partida no seu set acústico, e final, com "Whatsername" seguida de "Wake me up When September Ends", que provocou uma catarse coletiva na HSBC Arena.

Para encerrar a noite, Billie Joe e Cia tocaram "Good Riddance (Time of Your Life)", em um desfecho menos animado, porém, bonito.

E ao público carioca restou agradecer ao Green Day pela noite incrível que todos os fãs, ávidos de assistir uma apresentação do trio de pop punk por anos a fio, finalmente testemunharam. Além de torcer para que a banda não demore tanto tempo para voltar ao país, claro.

Set list:
1- Song of the Century
2- 21st Century Breakdown
3- Know Your Enemy
4- East Jesus Nowhere
5- Holiday
6- Nice Guys Finish Last
7- Give Me Novacaine
8- Letterbomb
9- Are We the Waiting
10- St. Jimmy
11- Boulevard of Broken Dreams
12- Burnout
13- Geek Stink Breath
14- Paper Lanterns
15- 2000 Light Years Away
16- Hitchin' a Ride
17- When I Come Around
18- Iron Man / Rock N' Roll / Sweet Child O' Mine / Highway to Hell / Back In Black
19- Brain Stew
20- Jaded
21- Longview
22- Basket Case
23- She
24- King For a Day
25- Shout / Blitzkrieg Bop / Break On Through / Satisfaction / Hey Jude
26- 21 Guns
27- Minority

Bis

28- American Idiot
29- Jesus of Suburbia

Bis acústico:
30- Whatsername
31- Wake Me Up When September Ends
32- Good Riddance (Time of Your Life)

Blog de greendaystuckwithme : GREEN DAY STUCK WITH ME!, Resenha do show do Green Day no Rio de Janeiro

sábado 27 agosto 2011 10:15 , em RESENHAS / POR JEFFEH


Resenha do Show do Green Day em Porto Alegre!

Olá galera, eu sou o Jeffeh, e estou postando uma resenha sobre o show do Green Day em Porto Alegre-RS. Esse magnífico espetáculo ocorreu no dia 13/10/10, e essa data tornou a melhor e enesquecível pra muita gente. Confira a resenha e o set-list abaixo:

Com o público ainda tomando conta do Gigantinho, às 20h26 subiu ao palco a SUPERGUIDIS. Em atividade desde 2002, a banda formada por Andrio Maquenzi (vocal/guitarra), Lucas Pocamacha (guitarra), Diogo Macueidi (baixo) e Marco Pecker (bateria) era esperada por boa parte do público que já se aglomerava timidamente na pista. O show - que contou com trinta minutos de duração - concentrou em seu repertório as músicas do mais recente disco, intitulado "Superguidis" (2010).

Na preparação do palco para o GREEN DAY, os presentes entoavam intensamente o nome do trio californiano. Certamente, o primeiro espetáculo de Billie Joe Armstrong (vocal/guitarra) Mike Dirnt (baixo) e Tre Cool (bateria) na capital gaúcha estava rodeado de expectativas por parte dos fãs que preenchiam praticamente todos os espaços vazios do Gigantinho às 21h28 quando a faixa introdutória "Song of the Century" brotou dos PA's. Em meio a explosões, a banda emendou "21st Century Breakdown", "Know Your Enemy" e "East Jesus Nowhere" - todas do mais recente disco do grupo.

Em um espetáculo à parte de carisma e simpatia, Billie Joe & Cia. conquistaram o público desde o primeiro minuto de apresentação. A performance enérgica dos três integrantes sobre o palco é uma das características mais chamativas do show do GREEN DAY. Com a plateia sendo requisitada para cantar junto em diversos momentos, a banda trouxe em seguida "Holiday" e "Nice Guys Finish Last" - essa última do disco "Nimrod" (1997).

Entre uma e outra declaração de amor ao nosso país, Billie Joe incentivou as pequenas rodas punks que se formaram em meio plateia. Com o público aparentemente menos agitado, o GREEN DAY emendou na sequência cinco composições do disco "American Idiot" (2004): a balada "Give Me Novacaine", "Letterbomb", "Are We the Waiting", "St. Jimmy" e o sucesso absoluto "Boulevard of Broken Dreams". Nesse trecho do espetáculo, uma segunda adolescente sobe ao palco do Gigantinho - com o consentimento dos músicos - para cantar com a banda e ganhar um beijo de Billie Joe.

Embora aparentasse ser constituída por apreciadores inexperientes ou simplesmente curiosos, a plateia mostrou o quanto conhecia a carreira do trio americano para além dos recentes sucessos reproduzidos pela MTV em nosso país. Depois de reverenciar os gaúchos e prometer o melhor show de suas vidas, o GREEN DAY relembrou o seu passado com as músicas "Burnout" e "Geek Stink Breath". Na sequência, "Going To Pasalacqua" - do primeiro álbum intitulado "39/Smooth" (1990) - e "2.000 Light Years Away" comprovaram ainda mais essa possibilidade.

Com a companhia de outros adolescentes no palco e brincadeiras com arminhas de água, a banda contou com o apoio de todo o Gigantinho em dois dos seus maiores hits executados em seguida: "Hitchin' a Ride" e "When I Come Around" - essa retirada do expressivo disco "Dookie" (1994). Em versões curtas e com o aproveitamento de uma série de recursos pirotécnicos, o GREEN DAY montou um interessante medley com "Iron Man" (BLACK SABBATH), "Rock n' Roll" (LED ZEPPELIN), "Sweet Child O' Mine" (GUNS N' ROSES) e "Highway to Hell" (AC/DC) - que precedeu outras duas faixas ‘old school' - "Brain Stew" e "Jaded".

De certo modo, os shows memoráveis do GREEN DAY  são também de responsabilidade dos músicos contratados Jason White (guitarra), Jason Freese (teclado/saxofone) e Jeff Matika (guitarra/backing vocal) - que não deixam a intensidade musical diminuir mesmo quando Billie, Mark e Tre estão brincando com o público. Entretanto, nada se compara com o que aconteceu em "Longview". Com uma adolescente escolhida da plateia para assumir o posto de vocalista, a banda executou a música de "Dookie" (1994) para o delírio dos presentes. Embora não tenha cantado muito bem, a menina herdou com personalidade e com coragem a tarefa - que acabou rendendo a guitarra de Billie Joe como presente - para a surpresa e inveja de todos.

Novamente com o suporte incondicional dos gaúchos, o GREEN DAY  emendou outros dois clássicos de "Dookie" (1994): "Basket Case" e "She". Depois de uma versão caricata para "King for a Day" - em que o Freese veio com a roupa de ELVIS PRESLEY - um outro medley animou os presentes. Entre os diversos trechos executados, "Blitzkrieg Bop" (RAMONES) contou com Billie Joe na bateria e Tre Cool como frontman e apareceu quase que na íntegra. De outro lado, "Hey Jude" mostrou o quanto a plateia aguarda calorosamente a vinda de PAUL MCCARTNEY à cidade no próximo mês de novembro.

Em "21 Guns" - uma interessante balada retirada do recente "21st Century Breakdown" (2009) - isqueiros e celulares iluminaram o Gigantinho antes do encerramento do espetáculo com "Minority". De volta rapidamente para o primeiro bis, o GREEN DAY emendou duas das suas maiores composições na atualidade: "American Idiot" e "Jesus of Suburbia" - que contaram com o apoio incondicional e as vozes da plateia. No entanto, esse não era ainda o fim do show.

Em precisamente 2h42 de música, o GREEN DAY trouxe para cerca de doze mil gaúchos um espetáculo memorável nunca visto antes. Certamente, não há ninguém que tenha deixado o Gigantinho sem suas expectativas atendidas. Billie Joe & Cia. encheram os ouvidos do público com o melhor do punk/rock e a banda também concorda. De acordo com o Twitter dos caras, o show de Porto Alegre está entre as três melhores apresentações ao vivo em vinte anos de estrada.

Set-list Superguidis:

01. Malevolosidade
02. Fã-clube adolescente
03. Não fosse o bom humor
04. As camisetas
05. O tranquêra
06. Mais do que isso
07. Quando se é vidraça
08. A exclamação
09. Apenas leia

Set-list Green Day:

01. Song of the Century
02. 21st Century Breakdown
03. Know Your Enemy
04. East Jesus Nowhere
05. Holiday
06. Nice Guys Finish Last
07. Give Me Novacaine
08. Letterbomb
09. Are We the Waiting
10. St. Jimmy
11. Boulevard of Broken Dreams
12. Burnout
13. Geek Stink Breath
14. Going To Pasalacqua
15. 2.000 Light Years Away
16. Hitchin' a Ride
17. When I Come Around
18. Iron Man/Rock n' Roll/Sweet Child O' Mine/Highway to Hell
19. Brain Stew
20. Jaded
21. Longview
22. Basket Case
23. She
24. King for a Day
25. Shout/Blitzkrieg Bop/Break On Through/Hey Jude
26. 21 Guns
27. Minority
28. American Idiot
29. Jesus of Suburbia
30. Whatsername
31. Wake Me Up When September Ends
32. Good Riddance (Time of Your Life)

Postado por: Jeffeh - Blog Green Day Stuck With Me / GD SWM

sexta 01 julho 2011 12:05 , em RESENHAS / POR JEFFEH



Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para greendaystuckwithme

Precisa estar conectado para adicionar greendaystuckwithme para os seus amigos

 
Criar um blog